Mudado está Zaratustra; tornou-se uma criança Zaratustra, um desperto é Zaratustra: que queres agora entre os que dormem?

Friedrich Nietzsche

sábio-frases

Somo Consciência Original

Somos pura Consciência observando a realidade (ou as nossas experiências) sem se confundir com ela.

 Voltar a ser como uma criança significa observar a realidade, desta vez conscientemente, sem julgamentos – um estado de inocência sábia –, sabendo que aqueles são programas, crenças presentes em nosso subconsciente. 

Significa termos consciência deles.

Mas, sem apego.

Sem nos identificarmos com nossos pensamentos ou emoções. 

“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus.” (Mateus 18:3)

Esse profundo conhecimento também já está corroborado pela ciência atual.

Até 7 anos de idade criança encontra-se em estado “hipnótico; inconsciente” (delta 0 a 2 anos; e theta 2 a 7 anos), no sentido de que ela apenas observa a realidade, mas ainda não á capaz de interagir com ela e de julgar os acontecimentos. 

A sua mente está em fase de desenvolvimento – fase de “inflação do ego” de Jung.

Ela está, portanto num estado de inocência, pois ainda não é capaz de analisar os fatos e, por isso, não julga. É apenas um espectador do mundo. Mas, por não ser capaz de interagir com seu ambiente ou de analisar o que está acontecendo ao seu redor, está em um estado de ignorância.

É uma fase necessária, na qual a criança está fazendo de download de milhares de informações para se adaptar ao ambiente em que irá viver e está no processo de desenvolvimento de sua personalidade.

Esse é o momento em que adquirimos programações, crenças, filtros de percepção que entram direto em nosso subconsciente, já que o consciente ainda não está presente para analisar o que está entrando. Passamos, então, a ver a realidade a partir do conjunto de informações aos quais fomos expostos.

“Quando você olha para a vida, você não a olha diretamente, você a enxerga por meio de um filtro de experiências previamente aprendidas”. (Bruce Lipton)

 

consciencia-auto-conhecimento-jornada

 

Voltar a ser como criança, é ver além das aparências e dos filtros aprendidos (sistema de crenças). É a rendição a nosso Self (centelha divina) – a “individuação” de Jung.18.7.

“18.7 Vendo tudo como imaginação, conhecendo o Eu como eternamente livre, o sábio vive como uma criança.” (Ashtavakra Gita)

 “O verdadeiro sábio novamente torna-se uma criança. O círculo se completa – da criança de volta à criança. Mas a diferença é grande. A criança, como tal, é ignorante.

Ela terá de passar pelo camelo [estágio subserviente; obediência], pelo leão [anseio profundo pela liberdade; desobediência], e voltar novamente à criança [estado de autenticidade; encantamento] e esta criança não é exatamente a velha criança, porque ela não é ignorante.

 Ela se moveu pelas experiências da vida: da escravidão, da liberdade, do sim impotente, do não feroz e, ainda assim, deixou tudo para trás. 

 Não é ignorância, mas inocência. A primeira criança era o início da jornada. A segunda infância é a conclusão da jornada. (OSHO)

 Somos pura Consciência observando a realidade sem se confundir com ela.

  

A grande habilidade da vida é ser capaz de manter a inocência de uma criança no coração e, ao mesmo tempo, possuir maestria e controle.

A combinação desses dois modos de ser é uma grande arte.

Vilayat Khan

Referências

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